O lado bom e o mal da tecnologia

Ontem ouvi a noticia de que uma das maiores livrarias dos estados unidos pediu concordata. A Borders Group fez um pedido de proteção judicial contra falência nesta quarta-feira (16) e afirmou que planeja fechar quase um terço de suas livrarias após anos de vendas fracas que tornaram impossível para a empresa administrar sua dívida. Grande parte dos problemas surgiu com a possibilidade de se poder baixar um livro a menos da metade do preço de um impresso ou convencional. O lado bom tem seu lado perverso, enquanto os leitores pagam menos, muitos perdem o emprego. A mesma coisa acontece com as gravadoras que estão vendo as vendas de discos afundarem como pedra na água. Dois fatores contribuem para isso, a primeira é a ganância das gravadoras, a segunda é obviamente a  disseminação da internet e sites que disponibilizam musicas e filmes para quem quiser baixar. Quanto aos livros, a modernidade também chegou com os tais e-books, aqueles aparelhinhos esquisitos e com tela sensível ao toque. Não sei até onde vai a tecnologia, mas de uma coisa tenho certeza, gravadoras e editoras terão que se reinventar! Eu como sou um tanto antigo, ainda gosto de comprar meus discos e meus livros, é a possibilidade de ler o encarte, pegar o livro e até correr da frente da TV ou do computador, coisas estas que nos hipnotizam e nos deixam um tanto preguiçosos, pois com o controle na mão nos esparramamos no sofá e ficamos lá vegetando por horas a fio. O computador é quase a mesma coisa, sentamos na frente e a vida passa e nem percebemos o tempo, compramos, vendemos, conversamos, namoramos e traímos frente a essa maldita (maravilhosa) invenção. Não que a regra se aplique a todos, mas para muitos ela cai como uma luva! Seria hipocrisia minha dizer que não sou um quase alienado ao computador, não fico um dia se quer longe desta coisa encantadora, vejam estou aqui agora escrevendo isso! Quantas cartas escrevemos depois desta invenção? Quantos CDs compramos? Quantos amigos deixamos de visitar? Quanto tempo ficamos com ele por dia? Perguntas que não queremos responder, ou por vergonha de nós mesmos ou por realmente não nos darmos conta disso! Voltando ao assunto do livro, eu leio bem pouco e somente o que me interessa. Mas não tenho a mínima vontade de ler um livro numa tela de cristal liquido, tenho preguiça mesmo! E olha que meu celular tem TV, radio GPS, dois chips e a possibilidade de baixar os inconvenientes livros digitais, mas nem consigo enxergar direito os números, que dirá ler um livro nesta porcaria! Estou ficando experiente mesmo… Mas é isso ai, se depender de mim estas pragas não vingam, mas não dependem! Então caros editores, produtores e gravadoras, se antecipem aos fatos e comecem a explorar este novo mercado digital ou estarão extintas mais rapidamente que os dinossauros.