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Alphaville

A história da banda tem início nos anos 70 na cidade de Enger, Alemanha, quando Bernhard Lloyd e Frank Mertens começaram a fazer música com sintetizadores. Fizeram várias músicas, muitas experimentações, mas ainda precisavam de um vocalista para formar uma banda. Na mesma época, em Münster, Marian Gold fazia parte de uma banda local, que parecia perfeita até ouvir o som da dupla de Enger. Mais que depressa, ele se ofereceu para assumir o posto de vocalista e assim surgiu o Alphaville, um grupo inspirado pelo Kraftwerk e pelo new romantic inglês.

O movimento new romantic se preocupava com o que tocar, com o que vestir, e, mais ainda, que visual deveriam ter para os fãs. E, como típicos new romantics, escolheram Alphaville como referência à cidade futurista do filme de Jean-Luc Goddard. Os cidadãos de Alphaville são os personagens das letras da banda. O grupo narra as histórias de vida destas pessoas do futuro em situações corriqueiras. Além de serem considerados uma das bandas mais futuristas dos anos 80, o Alphaville sempre se preocupou em fazer os ouvintes viajarem por suas músicas. Uma viagem da mitologia ao futuro fantástico. Sempre com muitos sintetizadores, teclados, computadores e ideologia.

Em janeiro de 1981 lançaram o single ‘Big in Japan’, que se tornou um dos maiores remixes da época e alcançou o topo das paradas de sucesso. No ano seguinte lançam outro hit ‘Sounds like a Melody’, também com um ritmo impecável, valendo ressaltar o destaque dado aos eletrônicos, e à variação limite dos tons de voz.

Apesar do visual futurista e andrógino, é impossível desprezar o romantismo da interpretação, o apuro técnico e o capricho das letras. Mas o auge do sucesso da banda aconteceu mesmo em setembro, com o lançamento do terceiro single, ‘Forever Young’. Eles conseguiram o que na época era bem raro: os três singles, simultaneamente, nos primeiros lugares das paradas da Billboard. Isto deu muita notoriedade à banda, antes mesmo de lançarem um álbum. O auge do Alphaville foi em 1984.

‘Forever Young’ emplacou nos charts de toda a Europa e virou quase um hino na época. Então, em outubro, não havia mais como adiar o lançamento de um álbum, que saiu com título homônimo ao single aclamado e ganhou disco de platina. A primeira música é ‘A Victory of Love’, que apresenta um vocal suave e emocionante. Depois vem ‘Big in Japan’ em uma nova versão — com uma introdução mais longa, e sem os solos de teclado da versão single —, ‘Sounds Like Melody’ e a própria ‘Forever Young’.

Incomodado com o sucesso exagerado do Alphaville, em dezembro, Frank Mertens abandona a banda e segue carreira com o grupo The Lonely Boys. Seu lugar foi ocupado pelo guitarrista e tecladista por Ricky Echolette, que conheceu Marian quando ainda era membro do grupo Chinchilla Green. Neste mesmo ano o Alphaville fez a trilha do filme Der Bulle und das Mädchen (O Touro e a Mulher) e participou do projeto cultural Band für Afrika, um programa de apoio ao continente africano.

No ano seguinte, a banda saiu de cena e foi trabalhar em seu estúdio próprio, o Lunapark, em Berlim. Com este desaparecimento, a mídia especulou sobre uma possível divisão do Alphaville. Contudo, o sucesso só estava começando. Em dezembro de 1985 eles lançaram o single ‘The Jet Set’, com muitos recursos eletrônicos, introdução de sequencers e vocais bem ritmados.

Em abril de 1986 chegou ao mercado o single ‘Dance With Me’, que dá uma prévia do que será o sucesso do segundo álbum Afternoons in Utopia, lançado em junho, com produção de Peter Walsh (ou Scott Walker, do Simple Minds) e Steve Thompson, que mais tarde produziria o A-HA e já tinha trabalhado com David Bowie. O álbum tinha a faixa bônus ‘Universal Daddy’.

O período de reclusão criativa foi muito produtivo e, assim, o Alphaville tinha material suficiente para lançar um álbum duplo. Porém, devido ao grande sucesso comercial da música ‘The Jet Set’, eles decidem lançar um álbum simples. A proposta era lançar as músicas não contempladas no lançamento como singles, o que acabou não acontecendo. A banda decide fazer um filme sobre Afternoons in Utopia. Contudo, acabam se dedicando ao projeto Soundtraxx For Imaginary Film, que os aproxima de Klaus Schulze. Também fazem uma coletânea com seis sucessos de cada um dos álbuns lançados, que leva o nome do grupo, e em dezembro lançam o single ‘Jerusalem’.

Forever Young foi relançado em 1988 e, novamente, fez sucesso estrondoso nas paradas norte-americanas. Para aproveitar o bom momento comercial, eles lançaram a coletânea The Singles Collecttion, com os maiores sucessos da banda. O terceiro álbum, The Breathtaking Blue, saiu em 89 com produção de Klaus Schulze, fundador do Tangerine Dream. Totalmente diferente dos anteriores, o disco decepcionou muitos fãs, apesar dos recursos tecnológicos inovadores.

 

O projeto dirigido por Alex Proyas (El Cuervo) e Ricky Echolette incorporava dados audiovisuais, numa proposta que hoje se assemelha ao DVD, mas a má receptividade acabou comprometendo as finanças o grupo. Sob pressão, o Alphaville deu uma pausa entre 1990 e 1993, e cada um foi para um lado desenvolver seus projetos individuais. Marian lançou o álbum solo So Long Celesteem 1992. Bernhard remixou os sucessos mais populares da banda e lançou a primeira coletânea do grupo First Harvest (1984-1992).

Em 1993, após 10 anos longe dos palcos, a banda se apresentou em Beirute. E, em novembro do ano seguinte, lançaram o álbum Prostitute, que exigiu um ano e meio de preparação e tem uma forte conotação política e de contestação social. A décima música, ‘Ivory Tower’, é um pout pourri de vários sucessos do grupo.

Em 1995, o Alphaville começa a escrever o álbum Salvation. E, apesar do grupo insistir em trabalhar em estúdio, o empresário os persuade a fazer um álbum ao vivo e outro de estúdio. Sendo assim, Marian dedica-se ao primeiro projeto e Bernhard e Ricky ao segundo. Começa a turnê européia Peace on Earth. E, no início de 1996, Bernhard une-se a Marian na produção do ao vivo. No verão, o Alphaville tem mais uma baixa.

Ricky Echolette abandona o grupo e vai viver com a família no sul da França. Nesta mesma época começa a gravação de Salvation em Londres, sob coordenação de Andy Richards, e começa o trabalho para a gravação do álbum ao vivo e a divulgação do grupo na web.

Em 1997, após comunicado oficial da saída de Echolette, o Alphaville lança o single ‘Wishful Thinking’ e, setembro, lançam o Salvation. O quinto álbum tem uma forte mensagem religiosa. O contrato entre o Alphaville e a WEA termina. Em 1998, o grupo lançou a coleção antológica Dreamscapes, seguida de uma turnê que chegou também ao Brasil, em 1999. Houve inclusive o lançamento de uma coletânea brasileira intitulada Visions of Dreamscapes. Nos Estados Unidos é lançado o single ‘Flame’, através da Navigator Records. Salvation é reeditado nos Estados Unidos com nova capa e três novos singles saem pela Metropolis Records.

Em junho de 2000 chegou o esperado CD de gravações ao vivo Stark Naked and Absolutelly Live, que permanece nas paradas por três semanas. Ao final de um ano, as músicas foram publicadas em CDs de edição limitada. A proposta era um lançamento novo a cada ano. Em 2001 é lançado o primeiro DVD da banda, graças aos esforços de alguns fãs — Little América Alphaville Live 1999 in Salt Lake City. Em 2002 começou a turnê Miracle Heaing Tour. Na mesma época a banda começa a trabalhar na construção do álbum Crazyshow. Em 2003 o álbum é lançado e a distribuição é feita pela própria banda, juntamente com um grupo de fãs. Em março, Bernhard anuncia oficialmente sua desvinculação do Alphaville.


Website: www.alphaville.de

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Eric Clapton já foi chamado de tudo. “Melhor guitarrista de todos os tempos”, “o melhor bluesman da história” e até de “Deus”. Exageros de fãs à parte, sua carreira é de fato extraordinária, tanto pelo quanto produziu quanto pela qualidade do que produziu. Com um talento inquestionável, Clapton foi, é, e sempre será influência obrigatória para os grandes músicos, em especial os guitarristas. Referência para instrumentistas de peso como Eddie Van Halen, Clapton tocou com os maiores nomes do blues e do rock’n’roll, participou dos maiores e mais renomados festivais de música e entalhou seu nome entre os melhores do mundo.

No ano de 1945 aconteceram dois fatos positivos para a humanidade. Encerrou-se um dos piores conflitos humanos, a Segunda Grande Guerra e em 30 de março nascia Eric Patrick Clapton, na cidade de Ripley, Inglaterra. Um evento não pode nem de longe ser comparado ao outro, mas que ambos foram benéficos, foram. O mundo podia comemorar.

No início de sua adolescência, Clapton ganha sua primeira guitarra. Como a maioria dos garotos da época, apaixonou-se pelo instrumento depois de ver na televisão uma apresentação de Elvis Presley.

Seu interesse musical foi focado no blues, e Clapton acabou espelhando em nomes como os de Robert Johnson e Muddy Watters. Estudava guitarra sozinho até que em 1962, apresentou-se pela primeira vez em público. Neste ano, Eric estava pensando em se tornar designer de vidro, porém a carreira musical “falou” mais alto.

Tentou a sorte em algumas pequenas bandas, sem obter êxito até o ano de 1963, quando então entrou para o Yardbirds. O “mão-lenta”, como foi apelidado pelo seu empresário na época, integrava o Yarbirds ao lado de Jeff Beck e Jimmy Page, outros dois monstros da guitarra, que formariam mais tarde o Led Zeppelin.

Uma banda que possuia músicos como Page, Beck e Clapton só poderia fazer sucesso. Porém, o Yardbirbs estava abandonando o blues e aos poucos seguindo uma linha mais pop. Clapton não admitia esta mudança e desta maneira sai do grupo em 1965 para integrar o John Mayall & the Bluesbreakers.

Em 1966, a banda grava o álbum Bluesbreakers with Eric Clapton e fazem diversos shows pelos Estados Unidos. O trabalho é muito bem aceito pelo público e parecia até que o grupo faria enorme sucesso. Mas desentendimentos entre Mayall e Clapton fazem com que este abandone o conjunto.

Após sua passagem por duas bandas que, apesar do pouco tempo de vida-útil, consolidaram Clapton como hábil guitarrista, ainda no ano 1966, ele reuniu grandes músicos e acabou formando o que viria a ser sua principal banda, o Cream.

Além de Clapton, o Cream era integrado por Jack Bruce, baixista, e Ginger Baker, baterista, e teve três discos lançados, Fresh Cream (1966), Disraeli Gears (1967) eWheels of Fire (1968). Após o lançamento do terceiro disco, novamente Eric — como já era de praxe — se desentende com Ginger Baker e abandona o Cream. O trio durou pouco mais de dois anos, tempo suficiente para se tornar referência no mundo do blues e do rock.

Decide então formar com Jack Bruce e Stevie Windwood o Blind Faith, que teve apenas um disco lançado Blind Faith, em 1969, mas que causou enorme polêmica na época, devido a capa que exibia uma menina nua. O álbum foi um sucesso.

Em 1970 Eric Clapton lança seu primeiro trabalho solo, que leva seu nome. No fim do mesmo ano, lança com a banda Derek and the Dominos o disco Layla and Other Assorted Love Songs, onde está a famosa canção ‘Layla’, uma de suas marcas-registradas. A música não ficou conhecida apenas por sua beleza, mas também por sua história, já que ‘Layla’ era uma declaração de amor de Clapton à mulher do ex-Beatle George Harrison, Patty Boyd.

“Layla significou muito pra mim, pois era sobre uma experiência emocional, sobre uma mulher pela qual tive um sentimento muito profundo, mas que não me deu bola”, declarou Clapton em 1974 à revista Rolling Stone. Na verdade, depois da música e de alguns desencontros, Patty finalmente cedeu ao apelo da guitarra de Clapton e os dois iniciaram um romance.

Clapton teve uma rápida passagem ainda pela banda Duane Allman, sua última, que após sua saída mudou o nome para The Allman Brothres.

Os início dos anos 70 foram complicados para Eric. Seu envolvimento com álcool e drogas quase comprometeu sua carreira. Volta com todo o “gás” possível em 74, quando lança 461 Ocean Boulevard, um de seus melhores álbuns. Este álbum foi responsável pela revelação de Bob Marley ao mundo. A música ‘I Shot the Sheriff’, quinta faixa do álbum e de autoria do jamaicano, ficou imortalizada graças a Clapton.

Sai em 75 There’s One in Every Crowd e no ano seguinte No Reason to Cry.Slowhand (1977) traz duas de suas principais músicas: ‘Cocaine’, composta por J.J. Cale, e ‘Wonderful Tonight’, uma das mais belas composições de Clapton, que também foi dedicada à sua musa, Patty Boyd.

A década de 80 não foi tão boa para o deus-da-guitarra. Lançou disco medianos, que não chamaram tanto a atenção da crítica e do público, com excessão deJourneyman (1989).

Começam os anos 90 e vem sua tão esperada passagem pelo Brasil, durante a turnê de Journeyman.

Dois desastres marcam a vida do músico. Em 1990 morre seu amigo, o também grande guitarrista Stevie Ray Vaughan, em um acidente de helicóptero, onde estavam mais três membros da equipe de Eric.

No ano seguinte seu filho, de quatro anos, cai do oitavo andar do prédio onde morava. Clapton expressa toda sua dor na canção ‘Tears in Heaven’, feita para o filho.

O álbum Unplugged (1992) rendeu a Clapton a incrível marca de 6 prêmios Grammy, tornando o acústico um de seus, senão o mais bem sucedido trabalho.

Na onda do sucesso, vem em 1994 From the Cradle, considerado por especialistas como um dos melhores álbuns de blues do músico.

Novamente um acontecimento na vida particular do músico vem à tona. Clapton descobre em 1998 que seu verdadeiro pai chamava-se Edward Fryer e fora um soldado canadense.

Em 2000 grava Riding with the King, uma parceria e tributo com o rei do blues, B.B. King. No ano seguinte lança Reptile e retorna novamente ao Brasil, e em 2002 lança o álbum ao vivo One More Car, One More Rider.

Em 2004 foi condecorado como Comandante da Ordem do Império Britânico, devido ao peso de sua obra e a contribuição de toda uma vida à indústria fonográfica britânica. Eric ambém ganhou sua placa na Calçada da Fama, em Hollywood.

Eric Patrick Clapton também é responsável por diversas obras de caridades e shows beneficentes como Crossroads Guitar Festival, organizado por ele para atender viciados em álcool e drogas.

Se chamá-lo de “Deus” é considerado excesso de admiração para alguns, sem dúvida sua obra fala por ele. Clapton pode até pode não ser Deus. Mas que tem o toque divino, isso é inegável.

Back Home
2005Me and Mr. Johnson
2004Reptile
2001Riding With the King
2000Pilgrim
1998From the Cradle
1994Rush
1992Journeyman
1989August
1986Behind the Sun
1985Money and Cigarettes
1983Another Ticket
1981Backless
1978Slowhand
1977No Reason to Cry
1976There’s One in Every Crowd
1975461 Ocean Boulevard
1974Eric Clapton
1970

Por Leonardo Cássio


Website: http://www.ericclapton.com/

No final da década de 70, o punk era o movimento musical dominante. O caos, a subversividade e a rebeldia que exalavam de bandas como Sex Pistols, Ramones, The Stooges, entre outras, faziam a alegria dos jovens revoltosos da época. Correndo na contramão desta tendência surgiu o Dire Straits, uma banda “comportada”, que ao contrário dos grupos punks, se preocupava em compor melodias harmônicas, arranjos sofisticados e letras densas.

O começo do Dire Straits aconteceu na longínqua Glasgow, na Escócia, onde nasceram Mark (1949) e seu irmão, David Knopfler (1951). Quando Mark completou 7 anos, sua família mudou-se para Newcastle, Inglaterra, e lá os irmãos começaram a estudar guitarra.

Mark formou-se em jornalismo e paralelamente aos estudos, tentou iniciar sua carreira musical, mas não obteve êxito. Virou repórter e crítico musical do jornalYorkshire Evening Post e em 1973 tocou na banda Brewer’s Droop, que chegou a gravar um disco.

Seu irmão, que estava em Londres e trabalhava como funcionário público, o convidou para ir morar lá. David dividia um apartamento com o estudante de sociologia John Illsley, que era baixista nas horas vagas. Mark virou professor de inglês no Loughton College e junto de David e John, começou a tocar em pubs.

Para uma das apresentações, Mark convida o baterista Pick Withers, amigo com quem tocou no Brewer’s Droop. A nova banda é nomeada de Cafe Racers e eles estreiam ironicamente em um festival de música punk. Um amigo do baterista Withers, ao ver o show do grupo que ocorreu em situação calamitosa, sugere que este adote o nome de Dire Straits, que é uma expressão inglesa que se refere a quem está passando por problemas financeiros, algo como “falidos”.

Com formação e nome definido, o quarteto grava a muito custo uma demo, que contava com a canção ‘Sultans of Swing’ e enviam-na ao DJ Charlie Gillet. Executada no Honky Tonk Show de Gillet, a demo é ouvida por John Stainze, o então diretor da Phonogram, que arruma ao grupo um contrato com o selo Vertigo. Neste mesmo período Ed Bicknell virou empresário do grupo e em pouco tempo o Dire Straits, por intermédio do novo empresário, começou a abrir shows para a banda Talking Heads.

Em 1978 gravam o primeiro disco, auto-intitulado. Rapidamente ocorre a primeira turnê, na Europa, e a música ‘Sultans of Swing’, principal do álbum, vai ganhando destaque nos Estados Unidos. Alcança o primeiro lugar no top australiano e entra no top 10 europeu e americano.

No ano seguinte fazem a primeira turnê nos Estados Unidos e durante a passagem pela cidade de Los Angeles, Mark Knopfler e Pick Withers tocam à contive no álbum Slow Train Coming, de Bob Dylan. No fim deste ano é lançado Communiqué, segundo trabalho da banda. O disco chega em 5º lugar na parada inglesa e 11º na americana.

A banda se retira dos palcos por seis meses mas já retornam lançando mais um álbum, Making Movies (1980), que traz os hits ‘Tunnel of Love’ e ‘Romeo and Juliet’. No entanto, ocorreram durante a conclusão das gravações desavenças entre os irmãos David e Mark e o primeiro, buscando mais espaço para seu trabalho, parte em carreira solo e é substituido por Hal Lindes. Ao mesmo tempo entra também na banda o tecladista Alan Clark e com a formação nova o DS sai em nova turnê.

Passam-se dois anos e o DS lança material inédito, Love Over Gold, disco absolutamente díspare dos anteriores. O álbum segue a linha progressiva e conta com apenas 5 (longas) músicas. A segunda faixa, ‘Private Investigation,’ se torna o grande sucesso do álbum, chegando a primeiro lugar no top de mais de dez países.

Logo após a finalização de Love Over Gold, Mark Knopfler produz Private Dancer, de Tina Turner, fazendo com que a cantora, que estava no ostracismo, retome seu sucesso. Paralelo a isso, Pick Withers, um dos alicerces do DS resolve abandonar o grupo para se dedicar a sua família e para não sair de vez do mundo musical monta uma banda de jazz. Em seu lugar entra o baterista Terry Willians.

Em 1983, Mark Knopfler grava a trilha do filme Local Hero. Prosseguem  com a turnê de Love Over Gold, que é arrasadora. Passam pela Europa, Japão e Nova Zelândia, onde tocam para 62.000 pessoas, recorde de público do país. Já em 84, o DS lança o disco duplo Alchemy: Dire Straits Live, primeiro trabalho ao vivo da banda.

E é neste mesmo ano de 1984 que se inicia a gravação do que viria a ser o maior sucesso comercial da banda: Brothers in Arms, lançado em 1985. Durante as gravações deste álbum, Hal Lindes, substituto de David Knopfler abandona o DS, dando lugar a Jack Sonni.

As faixas ‘Brothers in Arms’, ‘So Far Away’, ‘Money for Nothing’ e ‘Your Latest Trick’ são alguns dos hits que garantiram ao DS o primeiro lugar nos Estados Unidos, Europa e aqui no Brasil. Este álbum tornou-se referência pois foi um dos primeiros na história musical a ser gravado em sua totalidade digitalmente, sendo o DS um dos principais responsáveis pela substituição dos LPs pelos CDs.

A turnê de Brothers in Arms foi estrondosa. O ápice dela ocorreu no Reino Unido, em dezembro de 1985, quando se apresentaram 23 dias seguidos. Antes, porém, no meio do ano o DS fez um show no mega concerto beneficente Live Aid, visto por mais de um bilhãos de expectadores. O grupo ainda consegue destaque com o clipe da música ‘Money for Nothing’, executado em dezenas de países semanas a fio.

O DS novamente dá uma paralisada nas turnês e os integrantes se dedicam a projetos próprios, à familia e ao lazer. Mark Knopfler, participando de uma corrida de automobilismo na Austrália se acidenta, ficando recluso alguns meses em sua casa. Aproveita a recuperação grava outra trilha sonora, Last Exit to Brooklin(1989). Recuperado, MK acompanha Eric Clapton em sua turnê.

Como Mark, Guy Fletcher também trabalhou em projetos próprios. Primeiro, ajudou MK na composição de Last Exit to Brooklin e logo em seguida lança seu segundo trabalho solo, Glass (1989).

Money for Nothing, coletânea lançada em 88, coloca novamente o Dire Straits no primeiro lugar em vendas nos Estados Unidos e Reino Unido.

Em 1990, MK e Fletcher continuam com projetos a parte do Dire Straits. Os dois montam a banda The Notting Hillbillies. Com as atividades do DS paradas e com esta nova banda, surge na mídia os primeiros rumores sobre a dissolvição definitiva do grupo.

No entando, MK decide retornar ao DS e o grupo se apresenta ao lado de Eric Clapton e Elton John em um festival beneficente. Já em 91, é lançado o sexto álbum de estúdio, On Every Street, com produção da própria banda. Em pouco tempo, já estão em turnê mundial.

E mais uma vez, após o encerramento da turnê em 1993, a banda dá um tempo em suas atividades. Para minimizar o impacto perante o público com mais essa paralização, sai o disco ao vivo On the Night (93), que conta com os maiores sucessos do DS.

Novamente os integrantes do Dire Straits partem para projetos individuais, sejam eles musicais ou não. MK e Fletcher não afirmavam e nem desafirmavam os boatos sobre o  fim definitivo do grupo.

A rede televisiva BBC produziu, sem participação dos membros do DS o disco Live at the BBC, em 1995. Este foi o último disco, a salvo as compilações, do Dire Straits. No ano seguinte MK lança, depois de adiar várias vezes por não estar satisfeito com os resultados, seu primeiro disco solo, Golden Heart (1996).

Novamente surgem boatos sobre o fim do Dire Straits. MK, o integrante mais ativo do DS, continua participando de shows ao lado de Bob Dylan e Eric Clapton, reúne novamente a banda Notting Hillbillies e produz músicas para seus próximos trabalhos solos.

A coletânea Sultans of Swing, de 1998, foi o último trabalho antes do fim do contrato com a gravadora. Mesmo sem um comunicado oficial e devido a claras divergências e desentendimentos entre os músicos, gravadora e empresário, as atividades do Dire Straits estão encerradas. Esporadicamente, o DS se encontrou para uma apresentação ou outra, mas sem a esperada retomanda do grupo. Em 2001 MK fez cinco shows no Brasil, relembrando um pouco a fase áurea de sua antiga banda.

O Dire Straits conseguiu grande respeitabilidade no cenário musical. Batendo de frente com a rebeldia punk, conseguiram espaço fazendo uma música rebuscada, elabaroda, diferente do que se via na época de seu surgimento. O mérito do DS foi o de, entre brigas e acertos, deixar uma excelente discografia que prevaleceu sobre os problemas que a banda enfrentou.

Live at the BBC
1995On Every Street

1991

Brothers in Arms

1985

Love Over Gold

1982

Making Movies

1980

Communiqué

1979

Dire Straits

1978

Por Leonardo Cássio


Website: http://www.dsrc.com.br/page/index.htm

Conforme consta em diversos registros, às 12 horas do dia 8 de janeiro de 1935, nascia em Tupelo (Mississippi), Estados Unidos, Elvis Aron Presley. Aquele rapaz que seria conhecido anos depois, e até hoje, como o “Rei do Rock’n’Roll”.

O filho do casal Vernon Elvis Pressley e Gladys Love Smith Pressley começou na música depois de estar cansado da pobreza na qual sua família estava entregue. O pontapé inicial para sua carreira foi dado, em 1953, quando ele compareceu pela primeira vez a uma gravadora, mais precisamente no estúdio Memphis Recording para realizar suas primeiras gravações.
Os hits ‘My Happiness’ e ‘That’s When Your Heartaches Begin’ fazem parte desse compacto, que foi dado de presente de aniversário para sua mãe. Mais solto e menos inibido, o futuro rei impressionava não só pela bela voz, mas também pelo tanto que pulava e batia nas cordas do seu violão, conquistando assim a simpatia dos músicos negros (os quais Elvis sempre se inspirou para dançar e cantar), e fechando um contrato com a Sun Records.

A fama não demorou a vir. Em 1956, milhões de jovens em todo o mundo já estavam apaixonados e totalmente entregues à sua energia, transformando Presley — agora assinado com um “s” só — no símbolo de uma rebeldia que até então, os jovens não podiam manifestar. São dessa época os sucessos ‘Blue Suedes Shoes’, ‘Hound Dog’ e muitos outros eternizados pelos fãs até hoje.

O êxito se repete nas telas, onde Elvis inicia uma bem-sucedida carreira cinematográfica, a partir de Love Me Tender (1956). Com sua dança provocante e sensual, o primeiro astro do rock’n’roll se transforma no maior ídolo do planeta.
O período áureo de Elvis chega ao fim em 58, quando é convocado para o serviço militar. Na volta, deixa o palco por oito anos – período preenchido com filmes e trilhas.

Por volta de 1960, começa, digamos assim a segunda fase musical do cantor. De volta aos palcos depois do silêncio de quase uma década, o astro aparece com uma big band e dois corais – tudo aparentemente para disfarçar o medo do seu retorno. E ele foi triunfal, como sempre!
No entanto, na década de 70, Elvis torna-se cada vez mais recluso, na medida em que aumenta sua dependência das drogas. Sua história chega ao fim em 16 de agosto de 1977, às 15h30, quando foi declarado morto vítima de um ataque cardíaco. Os exames revelaram a ingestão de oito ou mais remédios (como morfina, valium e valmid) responsáveis pelo seu falecimento. Com mais de 60 discos no catálogo, o mito permanece até hoje.
Numa frase simples, Elvis definiu sua dança (marca registrada dele e maior lembrança sua para nós) da seguinte maneira: “minha voz, sozinha, é uma voz comum. Se eu ficar parado enquanto canto, serei um homem morto”.

Website: www.elvis.com

No final dos anos 60 começava a era disco. E um dos grandes precursores desse movimento foi o K.C. & The Sunshine Band.

Tudo começou com H.W. “KC” Casey, que tocava teclados e fazia o vocal, e Richard Finch, guitarrista e baixista. Casey trabalhava numa loja de discos, na Florida, perto de uma gravadora que às vezes freqüentava. Ele permaneceu lá por três anos, quando Finch, um técnico em áudio, foi contratado. Em 1974 conseguiram uma gravadora. As primeiras canções do grupo, ‘Sound Your Funky Horn’ e ‘Queens of Club’ alcançaram o topo das paradas na Inglaterra, mas não foram muito bem recebidas nos Estados Unidos.

No verão de 1975 eles gravam ‘Get Down Tonight’. A próxima canção foi ‘That’s The Way (I Like It)’, que trazia um forte apelo sexual. No ano seguinte o K.C. grava ‘Shake Your Boody’, que também chegou às paradas. Na metade de 1979, a banda faz a balada ‘Please Don’t Go, comercialmente um sucesso. Esse foi o quinto e último hit a chegar ao primeiro lugar das paradas. Durante dois anos, o grupo permaneceu fora dos charts e tentou criar vários outros estilos, sem retorno. A última canção que emplacou foi ‘Let’s Go Rock and Roll’. Nesse período a gravadora TK Records faliu e eles assinaram com a Epic. Dois álbuns foram lançados, somente o segundo teve uma faixa que emplacou na Inglaterra, ‘Give It Up’. Para desgosto dos músicos, a Epic não quis lançar o trabalho nos Estados Unidos. Um frustrado K.C foi forçado a abrir sua própria gravadora, a Mecca. Só assim eles colocaram Give Up no mercado norte-americano e tiveram um retorno razoável.

Em 1999 como comemoração de 25 anos de formação da banda lança The 25th Anniversary Collection e em 2001 gravam um álbum com músicas inéditas, ‘I´ll Be There For You’, com uma longa turnê titulada GET UP`N DANCE TOUR.


Website: http://www.kcsbonline.com/

No final da década de 60, o rock’n’roll, como a música em geral, viria a se confrontar com algo novo, inusitado, e que seria responsável pela criação de um universo musical totalmente diferente dos já existentes. O responsável por tal feito é o Pink Floyd, uma das principais bandas do planeta. A psicodelia, o experimentalismo e os mega-shows são marcas desta banda, que transformou o modo de “fazer” rock e marcou uma nova era na música, com o rock progressivo.

A história do Pink Floyd iniciou-se no ano de 1965. Rick Wright, Roger Waters e Nick Mason estudavam arquitetura na Universidade Cambridge, em Londres, e resolveram formar uma banda e se aventurar em pequenos shows em pubs (espécie de bar) londrinos. O trio foi batizado de Sigma 6 e seu repertório inicial contava com covers de blues e folk.

Pouco depois, eles resolvem aumentar o contigente de integrantes e Waters apresenta dois amigos da faculdade, Roger Keith (Syd Barret) e David Gilmour. Com um novo grupo formado, os músicos resolvem mudar o nome da banda para The Screaming Abdabds, a palpite de Barret. Houve outros nomes como só Abdabs e T-Set, antes de chegarem ao Pink Floyd, que nada mais é do que a junção dos nomes de dois bluesmen, Pink Anderson e Floyd Council, de quem Syd Barret era fã.

David Gilmour resolve abandonar o grupo e ir para a França, estabelecendo-se a partir daí a seguinte formação do Pink Floyd: Roger Waters no baixo e vocais, Syd Barret na guitarra e vocais, Rick Wright, teclado e vocais e Nick Manson na bateria. O grupo estava se apresentado em pequenos festivais que aconteciam em Londres.

A grande sacada do Pink Floyd foi o uso de slides em suas apresentações. Durante o show, slides diversos eram projetados sobre todo o palco, uma iniciativa totalmente inovadora e que viria a ser adotada por diversas outras bandas, posteriormente. Syd Barret, que além de músico também era pintor, foi um dos principais responsáveis pelo projeto. O quarteto começava a ganhar maior visibilidade no cenário musical londrino e logo foram convidados a gravar alguns singles, que foram divulgados nas rádios. Mas a grande oportunidade veio com a contratação da banda pela gravadora EMI, que os levou para gravar no mítico estúdio Abbey Road.

A banda tinha um enorme desafio pela frente. Entrar num cenário musical que contava com nomes como Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan, Eric Clapton, entre outros. Não seria uma tarefa fácil. Neste mesmo período e no mesmo estúdio em que o Pink Floyd gravava seu primeiro álbum, os Beatles gravavam Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967). O fato de estar cara a cara com os Beatles pode ter ajudado, e muito, o Floyd.

Então em 1967 é lançado The Piper at the Gates of Down, que ocupa imediatamente as primeiras posições das paradas inglesas. Este trabalho é considerado por muitos o marco inicial do rock progressivo e rivaliza justamente com Sgt. Peppers… o título de primeira obra de arte do rock.

A banda já desfrutava do sucesso, porém nem tudo era felicidade. A sanidade mental de Barret estava debilitada devido ao uso excessivo de drogas, chegando ao limite de, em uma das apresentações, o músico conseguir tocar apenas um acorde. Não tendo mais condições de tocar, Barret foi aos poucos sendo afastado do grupo; uma situação lamentável já que ele era um dos mais criativos músicos da banda. Neste período David Gilmour retornava da França e foi convidado a integrar novamente o Pink Floyd.

Roger Waters começa a assumir a liderança da banda e logo sai o segundo álbum,A Saucerful of Secrets (1968). O trabalho é muito bem aceito e acaba por provar que o grupo pode seguir em frente sem Barret.

Em 1969 compõem More, trilha do filme homônimo (com direção de Barbet Schroeder). Ainda em 69, lançam Ummagumma, disco duplo, sendo um gravado em estúdio e outro ao vivo. Começam os anos 70 com Atom Heart Mother, que tem  uma capa muito curiosa com relação ao título, exibindo a foto de uma vaca. Paralelo a isso, Gilmour e Waters tentavam ajudar o amigo Syd, produzindo os álbuns The Madcap Laughs e Barrets, ambos de 1970. No entanto, Syd não conseguia se reabilitar e sua carreira musical chegava ao fim. Depois disso, ele se isola e passa a se dedicar somente à pintura.

Em 1971 é lançado Meddle e no ano seguinte Obscured By Clouds, trilha do filmeLa Vallée (1972, novamente sob a direção de Barbet Schroeder). Seguindo na linha cinematógrafica, é produzido Live at Pompeii (1972, com direção de Adrian Maben), documentário do antológico show do grupo na ruínas de Pompéia, na Itália.

Apesar de diversos projetos e lançamentos, o ápice do Pink Floyd aconteceria em 1973, com Dark Side of the Moon. É uma obra-prima sem precedência na história, que bateu e criou recordes diversos. Permaneceu por mais de 14 anos nas paradas americanas, figurou entre os 50 discos mais vendidos na Inglaterra por mais de dois anos e entre os 100 por mais de oito. Uma curiosidade: A EMI, gravadora da banda, chegou a construir fábricas para a produção exclusiva de Dark Side of the Moon, de tão grande que foi a demanda. O álbum contou com a mão do respeitadíssimo engenheiro de som Alan Parson, que teve papel fundamental na produção deste trabalho símbolo. Canções como ‘Time’ e ‘Money’ demonstram a qualidade do disco.

O próximo trabalho não seria muito bem aceito de ínicio, devido as fortes críticas à indústria do entretenimento. No entento, após um tempo, o álbum recebeu o reconhecimento que merecia, sendo considerando um dos melhores do Pink Floyd.Wish You Were Here (1975) é uma espécie de homenagem a Syd Barret, que segundo relatos, teria aparecido sujo, careca e vestindo trapos, no estúdio onde a banda gravava. Devido ao estado em que se encontrava o ex-membro do Pink Floyd, seus colegas custaram a reconhecê-lo e se sentiram sensibilizados com a situação. A faixa ‘Wish You Were Here’ (Gostaria que Você Estivesse Aqui), hoje em dia, uma das mais famosas da banda, acabou dando o título ao álbum, que homenageou o problemático Barret.

Animals (1977) foi um trabalho baseado no livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, que faz uma severa crítica ao sistema capitalista. Este disco acentua a fase de protesto e psicodelia da banda. Ao mesmo tempo em que acontecia a turnê de Animals, os integrantes do grupo trabalhavam em projetos paralelos. David Gilmour lançou um álbum auto-intitulado e Rick Wright lançou Wet Dream, ambos de 1978. Na época, Roger Waters se dedicava especialmente ao Pink firmando-se de vez como líder da banda.

Após Dark Side… e Wish You Were Here, seria difícil imaginar que o Pink Floyd produzindo um trabalho melhor ou tão bom quanto os dois anteriores. Mas eis que em 1979 é lançado The Wall, trabalho altamente emblemático, que criticava o sistema de ensino da Inglaterra, além de retratar as fraquezas humanas. O sucesso do álbum foi arrasador. A produção da turnê foi uma das mais caras e grandiosas da história da música. A obra foi classificada como uma ópera-rock, a exemplo de Tommy (1969), do The Who, e virou um filme homônimo em 1982, dirigido por Alan Parker. Como o álbum, o filme fez um enorme sucesso e também foi considerado uma obra-prima. Roger Waters foi considerado o principal responsável por esta fase do Pink Floyd e seu relacionamento com o restante da banda não estava muito bom.

The Final Cut (1983) é mais um trabalho individual de Waters do que do Pink Floyd. Toda a idéia do álbum e as composições são de sua autoria. Rick Wright foi afastado do grupo por Waters e agravaram-se os problemas de relacionamento entre ele e seus colegas. Em 1985 este resolve deixar o Pink Floyd, ficando David Gilmour como o novo líder.

Apartir daí trava-se uma batalha judicial entre Gilmour e Waters pela a posse do nome Pink Floyd, sendo Gilmour o vencedor. Wright é trazido de volta ao grupo e logo lançam A Momentary Lapse of Reason (1987), considerado um dos trabalhos mais fracos do Floyd. Waters inicia sua carreira solo e lança Radio K.A.O.S eWhen the Wind Blows, ambos de 1978.

O último disco gravado pelo Pink Floyd foi The Division Bell (1994). Antes disso, em 88, foi lançado o disco ao vivo Delicate Sound of Thunder. Em 1995 saiu Pulse, também ao vivo. Após este trabalho, foram lançadas diversas compilações, sendo:Echoes: The Best of Pink Floyd (2001), a mais conhecida.

Durante o final do anos 90 e início dos anos 2000, Roger se mantêm em turnê, tocando músicas de sua carreira solo e clássicos do Pink Floyd, em shows muito elogiados por crítica e público. Chegou a se apresentar aqui no Brasil, em 2002, nas cidades de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. David Gilmour também não ficou parado. Em 2001 gravou um acústico no festival Royal Albert Hall(que não possui vínculo algum com os conhecidos acústicos promovidos pela MTV) e que contou com a participação de Rick Wright, antigo amigo do Pink Floyd. E para surpresa de todos, em julho deste ano o Pink Floyd, cujos membros estavam separados há mais de 20 anos, se reuniu para uma apresentação no Live Aid 8 — evento realizado em prol do combate à fome no continente africano.

Não é preciso procurar muito para se observar as marcas deixadas pelo Pink Floyd no cenário musical. Das mega-produções às inventivas capas de CD, a banda exala arte por todos os lados. A complexidade, excelência, precisão e criatividade dos integrantes do Floyd, seja no processo de composição, seja na produção dos shows, estabeleceram técnicas e padrões musicais inovadores, que romperam com qualquer outro paradigma estabelecido e que são utilizados por diversas bandas da atualidade. O Pink Floyd é música, é história, e é arte. Das melhores.

The Division Bell
1994
A Momentary Lapse of Reason
1987
The Final Cut
1983
The Wall
1979
Animals
1977
Wish You Were Here
1975
The Dark Side of the Moon
1973
Obscured by Clouds
1972
Meddle
1971
Atom Heart Mother
1970
Ummagumma
1969
More
1969
A Saucerful of Secrets
1968
The Piper at the Gates of Dawn
1967

Por Leonardo Cássio


Website: http://www.pinkfloyd-co.com/

Phil Collins nasceu no dia 31 de janeiro de 1951 na Inglaterra. Iniciou sua carreira artística participando de vários grupos como baterista, inclusive na bandaGenesis, onde posteriormente se destacou como um dos mais importantes vocalistas da música contemporânea.

O primeiro trabalho de Phil Collins como vocalistado Genesis foi “A Trick Of The Tail” e marcou o início de uma curta jornada de sucesso do grupo. Com um trabalho pouco elaborado, o Gênesis transformou-se em um grupo de rock para um público não muito exigente. No final dos anos setenta, a banda estava reduzida a três componentes. Enquanto isso, Phil Collins já fazia trabalhos solos paralelos aos do grupo.

A carreira solo de Phil Collins se destacou com o álbum “Face Value”, que mescla alguns temas de rock sinfônico. Nos seus discos posteriores começa um estilo de rock muito mais comercial e convencional, o que lhe garantiu o sucesso de vários singles.

Seu último trabalho foi a trilha sonora do filme da Disney “Tarzan” (2003), no qual interpreta o tema principal em vários idiomas.

Testify

2002

Dance Into the Light

1996

Both Sides

1993

But Seriously

1989

No Jacket Required

1985

Hello I Must Be Going

1982

Face Value

1981

Website: http://www.philcollins.co.uk

Maior astro pop de todos os tempos, Michael Jackson, além de fenômeno musical também é conhecido por suas manias e excentricidades. O cantor entrou para a carreira artística aos 5 anos de idade, no grupo Jackson 5, formado por mais quatro dos seus nove irmãos: Jackie, Tito, Marlon e Randy.

No início da carreira, o grupo abria shows de grandes nomes da música americana. O Jackson 5 entrou para a história musical do país por ser a primeira banda formada por negros a fazer sucesso. Michael sempre se destacou dos irmãos pela voz e pela dança e, apesar de ainda fazer parte do grupo, foi convidado a gravar um single solo.

Got To Be There  foi o primeiro trabalho solo de Michael Jackson, lançado no final de 1971, e que logo fez sucesso com a música título, que ficou entre as 5 mais tocadas do ano. Em 1972, aos 14 anos, lançou outro disco Ben, que marcou a sua personalidade como artista solo. Foi em 1975, que os irmãos decidiram mudar o nome do grupo e formar Os Jacksons e Michael os acompanhou com sucesso até 1978, quando decidiu sair do grupo.

No mesmo ano, Michael Jackson lançou o seu primeiro álbum Of The Wall, no qual misturou dance, rock, funk e baladas românticas. Em 1982 lançou Thriller com produção de Quincy Jones. As músicas ficaram 37 semanas nas paradas e o álbum foi um dos mais vendidos por mais de 2 anos. Em 1984 Michael gravou mais um disco, Victory, na companhia de seus irmãos, que persistiram na formação dos Jacksons.

Devido às suspeitas sobre crime de conduta moral, Michael ficou por um tempo afastado das produções musicais e passou a trabalhar, em 1986, com os cineastas George Lucas e Francis Ford Coppola, o que lhe rendeu um filme em 3D chamado Captain Eo . O filme foi exibido até 1998 nos parques da Disney. Em 1987 voltou a gravar um disco ,Bad. Esse álbum conseguiu alcançar metade das vendas de Thriller, ou seja, 30 milhões de cópias.

Em 1992 acabou sua parceria com Quency Jones e lançou Dangeours, que trouxe novas batidas e um som mais atual. Oficialmente acusado de molestar um garoto de 13 anos, em 1993, Michael foi inocentado por falta de provas, mas deu uma quantia estimada em U$18 milhões para a família do menino, o que para a imprensa mundial foi um atestado de culpa. Para tentar recuperar sua imagem, em 1994 casou-se com Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley, mas o relacionamento durou apenas 19 meses.

Em 1995 lançou 2 CDs chamados History: Past, Present and Future, Book 1, que misturaram músicas antigas e novas. No ano seguinte casou-se novamente, agora com a enfermeira Debbie Rowe, com quem teve dois filhos: Prince Michael Jackson Jr. e Paris Michael Katherine Jackson.

De volta às gravações inéditas, em 2001 Michael Jackson lançou Invincible. Teve problemas no clip da música ‘What More Can’t Give’, que foi proibido por sua gravadora Sony Music. A direção do vídeo foi feita por Marc Schaffel, famoso por produzir filmes pornográficos. Michael alegou que a Sony estava sendo racista e acabou o contrato com a empresa. Sua decadência foi noticiada pelas inúmeras faltas aos compromissos agendados até que, na Alemanha, espantou o mundo ao segurar na sacada de um hotel seu filho caçula Prince Jackson II, na época com 11 meses, apenas com uma mão.

Em 2003, lançou Number Ones, mas o que ficou em evidência foram as visitas da polícia ao seu rancho para investigar as acusações feitas contra o astro de molestar crianças, até que o cantor foi preso e teve que pagar fiança para ser liberado. Em 2004 as questões judiciais continuam.

Invincible

2001
Dangerous

1991
Bad

1987
Thriller

1982
Off The Wall

1979
Forever, Michael

1975
Music & Me

1973
Ben

1972
Go To Be There

1972

Website: http://www.michaeljackson.com

Andrew Roy Gibb nasceu em 5 março de 1958, em Manchester, Inglaterra. Ele tinha uns seis meses quando seus três irmãos mais velhos ficaram mundialmente conhecidos como Bee Gees e a família se mudou para a Austrália. Voltaram para a Inglaterra em 1967, também por causa da fama de Barry, Robin e Maurice.

Andy teve se adaptar à escola inglesa e aos fãs de seus irmãos, que acampavam na porta dos Gibb diariamente. Mas, mais uma vez, a situação ficou insustentável, então mudaram-se para Ibiza, uma ilha paradisíaca no mar azul da Espanha, onde Andy passava o tempo nadando e praticando esportes náuticos.

Em 1973, depois de nova mudança para outra ilha, desta vez no mar da Irlanda, Andy conseguiu seu primeiro trabalho no ramo dos Gibb. Formou uma banda com músicos da região e passou um ano tocando nos dois dos maiores clubes locais. Um deles era o Cellear Bar, perto do porto. Ele escrevia seu próprio material e, aos poucos, os Gibb se convenceram que mais um membro do clã estava destinado à carreira musical.

Andy voltou para a Austrália em 1975. Planejava investir tempo aperfeiçoando sua música e cantando para um público mais crítico, ele mesmo acertava os shows e em menos de um ano deixou de fazer apresentações ocasionais para cumprir uma agenda apertada em grandes casas de shows. Enquanto isso, o single ‘Words and Music (Westfield Mansions)’, produzido pelo amigo dos Gibb Col Joye, atingia o Top 5 da parada local. Isso despertou o interesse de Robert Stigwood, empresário dos Bee Gees, que ouviu as canções de Andy e arranjou para que ele fosse gravar algumas fitas em Miami.

Nessa época Andy morava em Seven Hills, em Sydney, onde se casou com uma garota que tinha havia conhecido há 18 meses, numa exposição de cães. “Kim criava bull terriers Staffordshire e minha irmã Lesley também, ela nos apresentou”, contou numa entrevista. A lua de mel nas Bermudas durou poucos dias, ele voou para Miami para trabalhar com Barry em seu álbum de estréia e os dois gravaram tudo rapidamente para que ele voltasse à Austrália.

As fitas foram submetidas à RSO Records e tão logo Andy chegou em casarecebeu a notícia de que tinha feito sucesso. Ele voltou para os Estados Unidos quase imediatamente para gravar o álbum Flowing Rivers, usando parte do material conhecido pelo público australiano. Barry Gibb assumiu a produção executiva e os co-produtores Karl Richardson e Albhy Galuten chamaram grandes músicos para acompanhá-lo em estúdio. Os guitarristas George Terry e Joe Walsh também participaram da turnê de lançamento.

A canção ‘I Just Want to be Your Everything’, escrita por Barry Gibb, tornou-se o maior recorde de vendas de 1977. O segundo hit foi ‘Love is Thicker Than Water’, escrita em parceria com o irmão, e ambas receberam disco de ouro. Depois vieram as indicações ao Grammy, por melhor performance em ‘I Just Want to be Your Everything’ e artista revelação.

Shadow Dancing (1978) teve a mesma equipe de produção e a mesma repercussão do disco de estréia. A turnê que seguiu estabeleceu Andy como um dos cantores mais populares da época. O álbum recebeu disco de platina poucas semanas depois de chegar às lojas e sua popularidade também podia ser mensurada pela freqüência de convites para shows televisivos, como American BandstandMidnight SpecialRock Concert, o musical pró-Unicef A Gift of Song e The Olivia Newton-John Special, entre outros. Olivia e Andy ficaram amigos, ela participou do álbumAfter Dark (1980).

O quarto álbum que Andy gravou foi um Greatest Hits. Em 1986, ele tinha planos para um disco de inéditas com o título de uma canção escrita com Barry. Ia chamar-se “It’s My Neighbourhood”, mas não se trata da canção de mesmo nome gravada pelos Bee Gees em 1987. Stigwood estava negociando um contrato com a Island Records, mas Andy não chegou a gravar nada em estúdio. Ele morreu em 10 de março de 1988, no hospital inglês John Radcliff, vítima de uma inflamação miocárdica causada por infecção viral. A família desconhecia seus problemas cardíacos, souberam após sua morte.

Do projeto interrompido restaram demos de canções escritas em parceria com Barry e Maurice em Miami, entre elas ‘Arrow Through the Heart’ e ‘Man On Fire’, ambas de 1987, e duas outras, ‘Hell Or High Water’ e ‘Price of Fame’, com letras e melodias por terminar. Naquele ano ele estava tentando compor sozinho na casa de Robin. Seu corpo está enterrado no cemitério Forest Lawn, em Hollywood Hill, Estados Unidos.

After Dark
1980
Shadow Dancing
1978
Flowing Rivers
197

Website: http://www.brothersgibb.org/andygibb.html

Como é comum entre talentos da música, desde a mais tenra idade, o produtor e compositor inglês, Alan Parsons, começou sua carreira como técnico de gravação estágiario da gravadora EMI.

Em seguida, foi contratado pelo estúdio Abbey Road, onde participou de nada menos do que a gravação do álbum homônimo dos Beatles.

Antes de caminhar pelas estradas do sucesso como músico e com uma experiência considerável na bagagem, produziu o lendário álbum Dark Side of the Moon (1973) da banda de rock progressivo Pink Floyd, que lhe rendeu uma indicação ao Grammy de melhor mixagem no ano seguinte. Parsons ainda mixou trabalhos solo de artistas como Paul McCartney, George Harrison, The Hollies e Al Stewart, em seu álbum Year of the Cat (1976).

Em 1976, decidiu produzir seu próprio disco, agora atuando não só como técnico mas também como músico. Uniu-se ao empresário e compositor Eric Woolfson e fundou o Alan Parsons Project, mantendo o estilo new age com pitadas de rock progressivo, que transformou em música e letras com temas peculiares. O primeiro álbum, de 1976 chamou-se Tales of Mistery and Imaginatione foi inspirado na obra do escritor inglês Edgar Allan Poe.

Já no ano seguinte, I, Robot teve como musa inspiradora a ficção científica do livro de mesmo nome de Isaac Asimov. No final dos anos 80 porém, Woolfson seguiu outro caminho e Parsons decidiou continuar com o Project.

Em 1982, foi lançado seu maior hit. O incansável refrão ‘I can read your mind’ reverberava nas paradas, com o álbum Eye in the Sky, que ganhou inúmeros discos de ouro e platina no mundo inteiro.

Em seu último trabalho, A Valid Path lançado em 2004, Alan Parsons inova, mergulhando na música eletrônica presente em canções inéditas e em novas versões de algumas já bastante conhecidas. O álbum tem ainda a participação de David Gilmour, guitarrista do Pink Floyd.

A Valid Path
2004
The Time Machine
1999
On Air
1996
Try Anything Once
1993
Freudiana
1990
Gaudi
1987
Stereotomy
1986
Vulture Culture
1985
Ammonia Avenue
1984
Eye in the Sky
1982
The Turn of a Friendly Card
1980
Eve
1979
Pyramid
1978
I Robot
1977
Tales of Mystery and Imagination
1976

 

Por Giseli Miliozi


Website: www.alanparsons.com